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Dr. Yi Ge, MED-EL
Publicado out 27, 2026
Os quatro estágios da doença de Ménière descrevem como essa condição crônica da orelha interna pode afetar a audição e o equilíbrio ao longo do tempo. A doença de Ménière costuma causar crises recorrentes de vertigem, perda auditiva flutuante, zumbido e sensação de pressão na orelha afetada.
Os sintomas podem variar de uma pessoa para outra. Os “quatro estágios” da doença de Ménière são uma forma simplificada de descrever como os sintomas podem mudar ao longo do tempo. Nem todas as pessoas passam pelos quatro estágios; algumas permanecem relativamente estáveis por muitos anos, e os sintomas de diferentes estágios podem se sobrepor.[1]
Por isso, os chamados estágios da doença de Ménière devem ser vistos como uma descrição geral de um possível padrão de progressão, e não como uma linha do tempo fixa que todas as pessoas seguem da mesma maneira.
Neste artigo, explicamos os quatro estágios comumente descritos da doença de Ménière, como os sintomas podem mudar ao longo do tempo, o que acontece antes, durante e entre as crises, como a condição é diagnosticada e quais opções de tratamento podem ajudar no controle a longo prazo.
A Doença de Ménière costuma ser descrita em quatro estágios amplos: inicial, intermediário, tardio e avançado.[2] Esses estágios são descritivos, e não categorias diagnósticas, e têm o objetivo de ilustrar padrões comuns de progressão dos sintomas. No entanto, nem todas as pessoas passam por todos os estágios, e os sintomas nem sempre seguem uma sequência previsível.
Nos estágios iniciais da doença de Ménière, os sintomas costumam ir e vir. A pessoa pode ter crises súbitas de vertigem, zumbido, pressão na orelha e alterações auditivas que melhoram entre os episódios. Nos estágios posteriores, a vertigem pode se tornar menos frequente, mas a perda auditiva, o zumbido e os problemas de equilíbrio podem se tornar mais permanentes.
Exemplos de padrões de sintomas comumente associados ao modelo de quatro estágios[3]:
| Estágio | Vertigem | Perda Auditiva | Zumbido no Ouvido | Equilíbrio |
| Inicial | Crises súbitas e intensas que duram de 20 minutos a várias horas | Flutuante – pode voltar ao normal entre os episódios | Zumbido e sensação de pressão no ouvido | Geralmente normal entre as crises |
| Intermediário | Ainda ocorre, mas pode se tornar menos frequente | Mais persistente e perceptível | Zumbido e pressão no ouvido mais constante | Pode começar um desequilíbrio leve |
| Tardio | Menos frequente ou menos intensa | Significativa e mais permanente | Zumbido e sensação de pressão no ouvido contínuo | Problemas persistentes de equilíbrio, muitas vezes piores no escuro |
| Avançado (às vezes chamado de fase de “Burnout”) | Rara ou ausente | Permanente e muitas vezes severa | Zumbido e sensação de pressão no ouvido constante | Desequilíbrio contínuo e possíveis crises de queda |
Importante: Esta tabela ilustra padrões comuns de sintomas que podem ocorrer ao longo do tempo. Nem todas as pessoas passam pelos quatro estágios, e os sintomas podem se sobrepor ou seguir uma evolução diferente.
Se você perceber crises recorrentes de vertigem, perda auditiva variável, zumbido ou sensação de pressão no ouvido, marque uma avaliação com um otorrinolaringologista. Manter um registro dos sintomas, inclusive de quando as crises ocorrem e quanto tempo duram, pode contribuir para o diagnóstico e para as decisões de tratamento.
No estágio inicial da doença de Ménière, os sintomas costumam flutuar e podem surgir de forma imprevisível. Muitas pessoas têm crises súbitas de vertigem, com a sensação de que o ambiente está girando, enquanto outras podem perceber primeiro alterações auditivas, zumbido, sensação de pressão no ouvido, tontura ou sensação de desequilíbrio.
A perda auditiva geralmente é flutuante nesse estágio. Isso significa que a audição na orelha afetada pode ficar abafada ou reduzida durante um episódio e depois melhorar novamente. Algumas pessoas também percebem zumbido, muitas vezes descrito como apito, chiado, rugido ou som contínuo na orelha.
Outro sintoma inicial comum é a plenitude auricular, que pode parecer pressão, bloqueio ou congestão na orelha afetada. Como esses sintomas podem ir e vir, o estágio inicial pode ser confuso. Algumas pessoas podem se perguntar se estresse, cansaço, enxaqueca, infecções de ouvido ou outros problemas estão causando os sintomas.
Uma medida útil no início é acompanhar os sintomas. Anotar quando as crises de vertigem acontecem, quanto tempo duram, se ocorrem alterações auditivas e se o zumbido ou a sensação de ouvido cheio aumentam, pode ajudar na conversa com um especialista.
No estágio intermediário, os sintomas podem se tornar mais perceptíveis no dia a dia. No entanto, nem todas as pessoas passam por esse estágio da mesma forma, e alguns sintomas podem se sobrepor aos descritos em estágios anteriores ou posteriores.
As crises de vertigem ainda podem acontecer, embora algumas pessoas percebam que elas se tornam menos frequentes ou menos intensas do que no estágio inicial. Outras continuam tendo crises imprevisíveis.
A perda auditiva pode se tornar mais persistente, em vez de voltar completamente ao normal entre os episódios. O zumbido também pode se tornar mais constante, e a sensação de plenitude auricular pode durar mais tempo.
Esse estágio pode dificultar a comunicação. As pessoas podem perceber que têm dificuldade para ouvir com ruído de fundo, acompanhar conversas em grupo ou entender a fala pelo lado do ouvido afetado. Como a condição afeta tanto a audição quanto o equilíbrio, algumas pessoas também começam a sentir uma leve instabilidade entre as crises.
Ainda podem ocorrer períodos de remissão. No entanto, em comparação com o estágio inicial, os sintomas podem parecer menos intermitentes e mais presentes no dia a dia.
No estágio tardio da doença de Ménière, as crises de vertigem costumam se tornar menos frequentes ou menos intensas. No entanto, isso nem sempre significa que a condição melhorou. Em vez disso, as principais dificuldades podem passar a ser uma perda auditiva mais permanente e problemas de equilíbrio.
A perda auditiva na orelha afetada pode se tornar significativa e mais constante. O zumbido pode continuar, e algumas pessoas ainda sentem plenitude auricular ou pressão na orelha. O equilíbrio também pode ficar mais difícil, especialmente em ambientes com pouca luz, em terrenos irregulares ou quando a pessoa está cansada.
Nesse estágio, a confiança e a independência podem ser afetadas. Algumas pessoas evitam lugares cheios, escadas, dirigir ou situações em que um problema súbito de equilíbrio poderia ser perigoso. O apoio de um otorrinolaringologista, de um fonoaudiólogo e de um profissional de reabilitação vestibular pode ajudar a identificar estratégias práticas para o dia a dia.
Importante: A redução da vertigem não significa necessariamente recuperação. Nos estágios posteriores da doença de Ménière, alterações de longo prazo na audição e no equilíbrio podem permanecer, mesmo que as crises de vertigem ocorram com menos frequência.
O estágio avançado às vezes é chamado de fase de burnout. Em geral, isso significa que as crises de vertigem diminuíram ou cessaram, enquanto permanecem danos de longo prazo na orelha interna. No entanto, esse padrão não ocorre em todas as pessoas e não é considerado um estágio universalmente definido da doença de Ménière.
Nesse estágio, a perda auditiva na orelha afetada pode ser permanente e severa. O zumbido e a sensação de ouvido cheio também podem continuar. Os problemas de equilíbrio podem permanecer porque a orelha interna talvez já não envie sinais confiáveis relacionados ao equilíbrio.
Algumas pessoas também podem apresentar crises de queda, que são quedas súbitas, sem perda de consciência nem aviso prévio. Elas podem criar um risco sério de lesões e devem sempre ser discutidas com um médico especialista.
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Inscreva-se GratuitamenteNão há uma duração fixa para os quatro estágios da doença de Ménière. Algumas pessoas apresentam sintomas que variam ao longo dos anos, enquanto outras desenvolvem perda auditiva ou problemas de equilíbrio mais persistentes ao longo do tempo. Nem todas as pessoas passam pelos quatro estágios, e algumas podem apresentar, ao mesmo tempo, sintomas associados a estágios diferentes.
Os sintomas podem variar consideravelmente de uma pessoa para outra, e períodos de remissão são comuns. Em vez de seguir um cronograma previsível, o modelo de quatro estágios deve ser entendido como uma estrutura simplificada para descrever como a condição pode mudar ao longo do tempo, e não como um caminho percorrido por todas as pessoas. Por isso, o acompanhamento regular com um otorrinolaringologista ou fonoaudiólogo é importante para monitorar os sintomas e ajustar o tratamento quando necessário.
Os sintomas da doença de Ménière costumam ocorrer em episódios, em vez de permanecerem exatamente iguais todos os dias. Muitas pessoas descrevem um padrão de sinais iniciais de alerta, fase de sintomas ativos e período de recuperação ou remissão.
No entanto, as experiências variam muito. Algumas pessoas percebem sinais claros de alerta antes de uma crise, enquanto outras têm pouco ou nenhum aviso.
Entre os sinais de alerta que algumas pessoas percebem antes de uma crise de vertigem estão o aumento da plenitude auricular no lado afetado, zumbido mais intenso, audição abafada, tontura leve ou a sensação de que o equilíbrio “não está normal”.
Esses sinais de alerta não ocorrem em todas as pessoas. Mas, quando aparecem, podem ajudar a pessoa a ir para um lugar mais seguro, evitar dirigir, sentar-se ou deitar-se e avisar alguém que esteja por perto sobre o que está acontecendo.
Durante uma crise de vertigem, pode parecer que o ambiente está girando ou se movendo, mesmo quando a pessoa está parada. As crises geralmente duram de 20 minutos a várias horas e podem vir acompanhadas de náuseas, vômitos, suor ou dificuldade para caminhar.
Em geral, a atitude mais segura é sentar-se ou deitar-se, evitar movimentos súbitos da cabeça e esperar até que a sensação de giro passe. Se as crises forem novas, intensas, frequentes ou estiverem associadas a alterações auditivas súbitas, é importante buscar orientação médica.
Entre as crises, algumas pessoas se sentem quase normais. Outras podem continuar com cansaço, desequilíbrio, sensação de que o equilíbrio não se recuperou totalmente, zumbido ou dificuldade auditiva.
Os sintomas podem mudar ao longo do tempo e variar consideravelmente entre as pessoas. A audição pode variar, sobretudo no início da evolução da doença, enquanto, em algumas pessoas, os sintomas podem se tornar mais persistentes. Períodos de remissão também são comuns e podem durar meses ou até anos.
Essa é uma das razões pelas quais um diário de sintomas pode ser útil. Registrar a frequência, a duração e a intensidade das crises pode contribuir para o diagnóstico e o planejamento do tratamento.
A Doença de Ménière está associada a alterações anormais da pressão do líquido dentro da orelha interna, chamadas de hidropsia endolinfática. A orelha interna contém estruturas delicadas que ajudam a converter o som em sinais auditivos e o movimento em sinais relacionados ao equilíbrio.
Uma forma simples de imaginar isso é pensar na orelha interna como um instrumento sensível. Quando a pressão do líquido muda, os sinais de audição e equilíbrio podem ficar distorcidos. No início, isso pode causar sintomas que vão e vêm. Com o tempo, alterações repetidas podem afetar as delicadas células ciliadas e as estruturas da orelha interna envolvidas na audição e no equilíbrio.
Por isso, os sintomas podem passar de perda auditiva variável e crises de vertigem para perda auditiva mais permanente, zumbido e desequilíbrio.
A doença de Ménière deve ser diagnosticada por um profissional de saúde qualificado, geralmente um otorrinolaringologista. Não existe um único teste que confirme a condição em todos os casos.
O diagnóstico geralmente se baseia em uma combinação de sintomas, histórico médico, testes auditivos e exclusão de outras causas possíveis. Entre os principais fatores que podem contribuir para o diagnóstico estão:
Como outras condições também podem causar tontura, zumbido ou perda auditiva, o especialista pode investigar outras causas possíveis, como vertigem relacionada à enxaqueca, neurite vestibular, infecções de ouvido, condições neurológicas ou outros distúrbios da orelha interna.
Atualmente, não há cura para a doença de Ménière, mas o tratamento pode ajudar a controlar os sintomas, reduzir riscos à segurança e melhorar a qualidade de vida.
O tratamento é individualizado e depende dos sintomas da pessoa, dos níveis auditivos, da função do equilíbrio, do estado geral de saúde e do estágio da doença. As opções podem incluir:
Algumas pessoas são orientadas a rever a alimentação, controlar o estresse, reduzir fatores desencadeantes pessoais ou fazer mudanças de segurança em casa e no trabalho.
Medicamentos podem ser usados para ajudar a controlar as crises de vertigem, as náuseas e os vômitos. A opção adequada depende do histórico médico e deve ser discutida com um profissional de saúde.
Para o desequilíbrio crônico, pode ser recomendada a reabilitação vestibular. Esse tipo de terapia é desenvolvido para reduzir problemas de equilíbrio a longo prazo, e não para interromper uma crise aguda de vertigem enquanto ela está acontecendo.
Quando a perda auditiva começa a afetar a comunicação no dia a dia, um otorrinolaringologista ou fonoaudiólogo pode conversar sobre outras opções. Dependendo dos resultados dos testes auditivos e do histórico médico da pessoa, elas podem incluir aparelhos auditivos, sistemas CROS, soluções de condução óssea ou um implante coclear.[4]
Helen, fonoaudióloga da Austrália, teve surdez unilateral causada pela doença de Ménière. Depois de receber um implante coclear MED-EL, ela descreveu o impacto sobre o zumbido:
“Meu implante coclear MED-EL também silenciou o meu zumbido, o que é realmente incrível e um grande alívio.”
Helen
Usuária de Implante Coclear da Austrália
A experiência de Helen mostra por que o apoio auditivo pode ser uma parte importante da conversa quando a doença de Ménière leva a uma perda auditiva severa e de longo prazo. Para algumas pessoas, um melhor acesso aos sons também pode contribuir para a confiança nas atividades diárias e em situações sociais, além de aumentar a independência pessoal.
Helen compreende a jornada rumo a um implante auditivo no contexto da doença de Ménière e pode orientá-lo ao longo desse processo. Conheça o perfil dela e entre em contato hoje mesmo.
Fale com a HelenAs perspectivas a longo prazo para a doença de Ménière variam. Algumas pessoas têm crises ocasionais, com longos períodos sem sintomas. Outras desenvolvem dificuldades auditivas e de equilíbrio mais persistentes.
Os sintomas podem se estabilizar, mas geralmente não desaparecem por completo. Em algumas pessoas, a condição pode acabar afetando as duas orelhas, mas a maioria apresenta sintomas em apenas uma.
Você deve buscar orientação médica se apresentar:
Tonturas novas ou intensas devem sempre ser avaliadas, especialmente se vierem acompanhadas de sintomas como fraqueza, dificuldade para falar, dor no peito, dores de cabeça intensas ou outros sinais de alerta que exijam atendimento urgente.
Os Quatro Estágios da Doença de Ménière oferecem uma estrutura útil para entender como os sintomas podem progredir ao longo do tempo. No entanto, devem ser vistos como uma descrição geral de possíveis padrões de sintomas, e não como um caminho fixo que todas as pessoas seguem. Cada experiência é diferente, e os estágios da Doença de Ménière não devem ser usados para autodiagnóstico.
Com o apoio médico adequado, muitas pessoas conseguem controlar os sintomas, reduzir riscos à segurança e encontrar apoio auditivo quando a perda auditiva de longo prazo afeta a vida diária.
Se você apresenta vertigem, zumbido, sensação de ouvido cheio ou alterações auditivas, converse com um otorrinolaringologista ou profissional de saúde auditiva para entender os sintomas e avaliar os próximos passos.
A Doença de Ménière pode sofrer alterações ao longo do tempo; por isso, o suporte adequado depende dos seus sintomas, dos seus níveis de audição e de eventuais problemas de equilíbrio. Entre em contato com a equipe da MED-EL na sua região para saber quais opções de soluções auditivas podem ajudar.
Fale ConoscoNão. A doença de Ménière evolui de maneira diferente em cada pessoa. Algumas passam longos períodos com poucos sintomas, enquanto outras desenvolvem perda auditiva ou problemas de equilíbrio mais permanentes ao longo do tempo. O diagnóstico e o tratamento precoces podem ajudar a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.
Não existe um único tratamento que seja o melhor para a doença de Ménière. O tratamento depende dos seus sintomas e pode incluir mudanças no estilo de vida, medicamentos, reabilitação vestibular ou apoio auditivo. Se a perda auditiva se tornar permanente, o especialista em saúde auditiva poderá recomendar aparelhos auditivos ou soluções auditivas implantáveis.
Não há uma duração definida para os estágios da doença de Ménière. Algumas pessoas permanecem no estágio inicial por anos, enquanto outras progridem mais rapidamente. Os sintomas costumam ir e vir, o que torna difícil prever a evolução da condição.
Entre os fatores desencadeantes comuns estão estresse, consumo elevado de sal, cafeína, álcool, falta de sono e doenças. Eles variam de uma pessoa para outra, por isso manter um diário de sintomas pode ajudar você a identificar padrões e evitar crises futuras.
Sim. Nos estágios iniciais, a perda auditiva pode ir e vir. Com o tempo, porém, ela pode se tornar permanente. Se a perda auditiva começar a afetar o dia a dia, um fonoaudiólogo ou otorrinolaringologista poderá conversar sobre opções de reabilitação auditiva, incluindo aparelhos auditivos ou implantes cocleares em casos apropriados.
References
Huppert, D., Strupp, M., & Brandt, T. (2010). Long-term course of Menière’s disease revisited. Acta Oto-Laryngologica, 130(6), 644–651. https://doi.org/10.3109/00016480903382808
Young, Y. H., Huang, T. W., & Cheng, P. W. (2003). Assessing the stage of Meniere’s disease using vestibular evoked myogenic potentials. Archives of Otolaryngology–Head & Neck Surgery, 129(8), 815-818. https://doi.org/10.1001/archotol.129.8.815
Sobhy, O. A., Elmoazen, D. M., & Abd-Elbaky, F. A. (2019). Towards a new staging of Ménière’s disease: a vestibular approach. Acta Otorhinolaryngologica Italica, 39(6), 419. https://doi.org/10.14639/0392-100X-2461
Berardino, F. D., Conte, G., Turati, F., Ferraroni, M., & Zanetti, D. (2020). Cochlear implantation in Ménière’s disease: a systematic review of literature and pooled analysis. International Journal of Audiology, 59(6), 406–415. https://doi.org/10.1080/14992027.2020.1720922
Referências
Dr. Yi Ge
Dr. Yi Ge is a certified otolaryngologist. Since joining MED-EL in 2003, she has held various roles across clinical, regulatory, and medical affairs. Currently, Dr. Ge serves as the Senior Manager of Medical Affairs at MED-EL Innsbruck. Her work focuses on medical process assessment in support of product development and risk management. With deep knowledge of hearing implant systems and global regulatory requirements, Dr. Ge fosters patient-centered innovation in hearing healthcare.
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