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Há muitos tipos diferentes de perdas auditivas e diferentes soluções para tratar cada uma delas. No passado conversamos sobre três destas soluções: implantes cocleares, implantes de orelha média e implantes de condução óssea. Você conhece a quarta opção?

É a estimulação eletroacústica ou EAS. A EAS é uma combinação especial de duas soluções desenvolvida para uma perda auditiva de tipo específico, chamada perda auditiva nas altas frequências.

O que é perda auditiva nas altas frequências?

A perda auditiva nas altas frequências (também conhecida como “surdez parcial”) é semelhante a perda auditiva sensorioneural, que ocorre quando as células ciliadas na cóclea estão ausentes ou danificadas.

Como mostramos em nosso post sobre como a cóclea ouve sons, os sons de alta frequência são percebidos na parte inferior da cóclea e os sons de baixa frequência, na superior. Devido a isso, é comum a perda auditiva ocorrer nas frequências altas antes de atingir as frequências baixas.

Quando esse fenômeno ocorre, e a cóclea ainda é capaz de perceber sons de baixa frequência mas não mais os de alta, a perda auditiva é chamada de “perda auditiva de alta frequência”. Isso significa que alguém com perda auditiva nas altas frequências será capaz de ouvir sons como o rebombar de um trovão, mas terá dificuldade em escutar sons que contenham letras como F, S ou Z ou vozes femininas. Há muitas causas diferentes para a ocorrência de perda auditiva nas altas frequências, incluindo exposição a ruído, envelhecimento ou genética.

EAS: Duas soluções para duas perdas auditivas

Um tratamento ideal para perda auditiva nas altas frequências é a estimulação eletroacústica, que ao considerar seu nome, torna-se um implante auditivo tão exclusivo. É o único tipo de implante que combina estimulação elétrica, que vem a ser o envio de pulsos elétricos diretamente para as células nervosas no ouvido interno, como um implante coclear o faz, e amplificação acústica, como ocorre com um aparelho auditivo convencional. Esta combinação de estimulação é ideal para alguém com perda auditiva nas altas frequências, pois ajuda a reproduzir os sons de alta frequência com estimulação elétrica, enquanto usa a amplificação acústica para cuidar da audição residual de baixa frequência.

A estimulação elétrica é necessária para reproduzir os sons de alta frequência, pois ela pode estimular a cóclea mesmo quando não houver células ciliadas presentes. É feita mediante um implante coclear e um feixe de eletrodos projetado especificamente para perda auditiva nas altas frequências.

Mas, como algumas células ciliadas na região das baixas frequências ainda estão funcionando (a chamada “audição residual”), o objetivo é obter o máximo aproveitamento de toda e qualquer célula ciliada restante. Isso é feito mediante uma solução muito diferente de um IC e bastante simples: aumentando o volume. Como um aparelho auditivo, o sistema EAS envia sons amplificados para a cóclea através da via natural de audição.

Desse modo, tanto as perdas auditivas nas altas quanto nas baixas frequências recebem um tratamento único e especificamente dirigido para garantir a melhor audição possível.

Se você é uma pessoa mais visual, veja a seguir um vídeo rápido que mostra como a estimulação elétrica e acústica se combinam no ouvido:

Posso sofrer de perda auditiva nas altas frequências?

Aqui estão algumas perguntas simples que você pode fazer a si mesmo (ou a um ente querido) para obter informações sobre sua audição.

  1. Você tem dificuldade em acompanhar uma conversa quando muitas pessoas falam ao mesmo tempo?
  2. Você tem dificuldade em entender uma conversa por telefone?
  3. A voz parece abafada?
  4. Você tem dificuldades em escutar campainhas ou pássaros cantando?
  5. Você consegue ouvir vozes masculinas, mas tem dificuldade em escutar as vozes femininas?

Se respondeu “sim” a qualquer uma dessas questões, você pode sofrer de perda auditiva nas frequências altas, de modo que seria uma boa ideia procurar um profissional da área ou entrar em contato com seu representante local da MED-EL para realizar avaliação audiológica completa e obter um diagnóstico médico.

A EAS tem sido uma solução ideal para perda auditiva nas frequências altas nos últimos quinze anos. Os primeiros experimentos combinando estimulação elétrica e acústica foram realizados em 19991. Desde então, a EAS tem sido desenvolvida e refinada, tornando-se um sistema eficaz capaz de alcançar um resultado até 50% superior àquele obtido por aparelhos auditivos convencionais isoladamente.

Visite o website da MED-EL para saber mais sobre as soluções para tratar uma perda auditiva nas altas frequências.

Gostou do que leu? Se sofre de perda auditiva — ou apenas tem interesse em questões relativas à audição, inscreva-se no blog da MED-EL para ter ainda mais sendo enviado diretamente no seu e-mail!

 

Referência

  1. Von Ilberg et al. Electric-acoustic stimulation of the auditory system. ORL, 1999; 61: 334-340.

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