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A perda auditiva é a denominação do nível de audição abaixo do normal. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil há aproximadamente 28 milhões de pessoas com surdez ou algum tipo de perda auditiva e parte dessas pessoas não procuram ajuda médica, muitas vezes por falta de informações, questões financeiras ou dificuldade de aceitar a perda.

O termo surdez se difere de perda auditiva, uma vez, que a surdez se caracteriza pela perda completa da audição em um ou ambos ouvidos, já a perda ou deficiência auditiva, a perda da audição pode ser parcial ou total.

Ouvir com os dois ouvidos

Para melhor compreensão, devemos saber que sons são vibrações invisíveis que se movem pelo ar. Quando alguém fala, por exemplo, gera um som – vibrações são enviadas pelo ar tornando-as em ondas sonoras.

Quase todas as ondas sonoras são únicas, motivo por cada objeto ou vozes soarem de formas diferentes. As ondas sonoras são denominadas em: agudas, graves, altas ou baixas.

A Jornada do Som

Ouvimos quando as ondas sonoras viajam através do ar até nosso tímpano, e então, por meio do ouvido médio chegam ao nosso ouvido interno e de lá finalmente passam para nosso cérebro. Nossos ouvidos estão sempre ativos, transportando continuamente os sons ao longo dessa via auditiva.

 

O ouvido é dividido em 3 partes:

  • Ouvido externo: As ondas sonoras, que são vibrações, entram na orelha externa e alcançam a orelha média para fazer o tímpano vibrar. Direcionando-as para o ouvido médio.
  • Ouvido médio: O tímpano recebe esta vibração e a transmite para pequenos ossos na orelha média, que também se movimentam para levar a vibração até o ouvido interno.
  • Ouvido interno: Quando as vibrações sonoras alcançam a cóclea, elas empurram as células ciliadas, responsáveis por transformar as vibrações em sinais sonoros permitindo a compreensão pelo cérebro.

Cada parte da cóclea é responsável por um tipo de som. No início dela, são percebidos os sons mais agudos e no seu ápice, são percebidos os sons mais graves. Por isso é importante estimular a cóclea toda e não só uma parte dela.

Primeiros Sinais de Perda Auditiva

O surgimento da perda auditiva pode ser repentino ou gradativo, através de uma exposição ao um som estrondoso ou até mesmo efeito colateral de medicamentos ou alguns tipos de doença, como a caxumba.

Não devemos esquecer que a perda auditiva faz parte de um distúrbio – Alteração nas condições físicas ou mentais do indivíduo que afeta o funcionamento de algo em sua rotina, com fácil origem de identificação, que pode começar em qualquer momento da vida por diferentes razões.

Pré-Diagnostico

Normalmente, a dificuldade começa a ser percebida na compreensão da fala, isto porque a percepção de alguns sons específicos fica prejudicada, principalmente sons agudos. Nesses casos é comum as pessoas comentarem que “escutam, mas não entendem”. Isso ocorre pelo fato de alguns sons, principalmente consoantes, não serem ouvidos durante uma conversa, trazendo confusão ou a não compreensão de conversas.

Por isso que na maioria dos casos o paciente não percebe que está perdendo a audição. Geralmente acreditam que escutam o suficiente, relacionando pequenas dificuldades do dia a dia, como: falta de compreensão corriqueira em algumas falas ou pequenos barulhos que passam despercebidos. O que não percebem é que com o tempo, podem estar fazendo imenso esforço para ouvir, causando estresse e cansaço. Em casos mais graves, podem gerar isolamento social e depressão.

Tipos de Perda Auditiva

Você não consegue ouvir quando alguém conversa com você em locais ruidosos?

Parece que todos estão sussurrando, e você pede para que eles repitam mais de uma vez a mesma frase?

Os sons da natureza aos poucos foram ficando longes e desaparecendo?

Estes são alguns dos sinais mais comuns de perda auditiva e podem ser um alerta inicial.

Não devemos esquecer que existem diversos tipos de perda auditiva;

  • Perda auditiva condutiva: Quando o ouvido externo ou o médio não podem conduzir o som adequadamente, esse fenômeno é conhecido como perda auditiva condutiva. Responsáveis por conduzir o som do meio ambiente até a orelha.
  • Perda auditiva neurossensorial / sensorioneural: Quando as células ciliadas na cóclea estão ausentes ou danificadas, ocorre a perda auditiva neurossensorial. Ela pode ter uma causa genética ou pode ser o resultado de um traumatismo craniano, de uma exposição a ruído alto ou algo a mais no ambiente. A perda auditiva neurossensorial é também comum no processo de envelhecimento.
  • Perda auditiva mista: A perda auditiva mista vem a ser uma combinação de perda auditiva neurossensorial e condutiva. Ela é consequência de problemas tanto no ouvido interno quanto no ouvido externo ou médio.

Agora que sabemos quais são os tipos de lesões, é necessário testar sua audição com a ajuda de um profissional para saber se você realmente apresenta algum tipo de perda, caso exista é importante saber onde a lesão se encontra, para poder tratá-la de forma correta.

Dificuldades de quem tem Perda Auditiva

Um paciente que está em fase de perda auditiva, não diagnosticada, começa sofrer para se comunicar em lugares ruidosos, como shoppings, shows, festas ou lugares com grandes aglomerações. Passando normalizar o uso de leitura labial durante conversas ou adquirir o hábito de pedir para que seu parceiro de conversa repita inúmeras vezes até ter total compreensão das frases, piorando cada vez mais com o passar do tempo.

Principais Dificuldades

  1. Intolerância a sons intensos: Muito comum em pacientes com perda de audição é a hipersensibilidade em relação aos sons altos ou nem tão altos assim. Isso explica o motivo pelo qual falar muito alto com pacientes surdos pode ser prejudicial.
  2. Dificuldade com aparelhos auditivos: O indivíduo passa a ter dificuldade para escutar com os aparelhos eletrônicos e começa, gradativamente, a apresentar necessidade de aumentar o volume.
  3. Zumbidos: O zumbido pode ser caracterizado pela percepção de um som que não se relaciona a nenhum estímulo sonoro externo, como cliques, toques ou chiados. Podem ainda ser contínuos ou intermitentes, causando estresse e desconforto.

Como podemos notar a perda auditiva é capaz de provocar graves consequências cotidianas, para a perda de qualidade de vida, sendo imprescindível ficar alerta aos sinais e buscar um bom profissional da saúde para avaliação, diagnostico e conduta de cada caso.

Não deixe que a perda auditiva afete seus relacionamentos

A perda auditiva é uma experiencia difícil, mas é importante ter em mente que já existem soluções para quase todos os tipos de perda, como aparelhos auditivos com alta tecnologia e implantes cocleares. O uso diário do dispositivo de audição, o acompanhamento com profissionais capacitados e o apoio de familiares são fundamentais para que este paciente consiga resgatar sua autoestima e qualidade de vida.

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